O trapezista conheceu o projeto Circo da Alegria nas aulas de pós-graduação em Circo, frequentadas pelos coordenadores do grupo de Toledo, Tânia Piazetta e Arildo “Dado” Guerra, na Pontifícia Universidade Católica (PUCPR), de Curitiba.
Ele retornou ao Brasil há pouco mais de um mês, com a ideia de implantar projetos semelhantes ao do Circo da Alegria, que além de trabalhar a arte, têm caráter social. As aulas em Toledo iniciaram na última sexta, com técnicas e orientações de trapézio.
Segundo a coordenadora do Circo, Tânia Piazzetta, essa modalidade era uma das lacunas que havia no Circo, por falta profissionais especializados. “Ao encontrar Leandro, surgiu o interesse da parte dele em conhecer o nosso projeto, e unir a nossa necessidade para aprender novas técnicas de trapézio”, explica.
Para o trapezista, o Circo da Alegria possui um nível de qualidade e profissionalismo comparados às companhias internacionais. “Um dos motivos para conhecer o Circo é pelo caráter social que acontece aqui. Mas, ao me deparar com toda estrutura, organização, vi que a realidade é outra. É um dos maiores projetos públicos que conheci no Brasil”, explica. “Os 20 anos de experiência do Circo garantem o nível técnico. Como ainda não tinha conhecimento do projeto, não tinha noção do que eles sabiam. Vindo, fiquei impressionado com o conhecimento deles, que também servirá de aprendizado”, ressalta.
De acordo com Jesus, a arte circense, por mais antiga que seja, no Brasil ela ainda está caminhando a passos lentos para o profissionalismo. Porém, ele destaca o incentivo do município de Toledo, oferecendo estrutura, material e profissionais qualificados, para que a arte se desenvolva e forme cidadãos conscientes e novos artistas. “Em Toledo o projeto se mantem através de recursos municipais e prêmios. No Brasil ainda falta o incentivo do governo. A cultura europeia é bem distinta do nosso país. Lá o governo subsidia com incentivos. Para os europeus, o artista que é privado de fazer arte, é como matar uma alma, matando a beleza do mundo”, comenta o trapezista.
Para Tânia a vinda do artista para Toledo mostra o potencial e a força do Circo da Alegria em todo o Brasil. “Isso fortalece o que estamos fazendo e nos dá mais segurança ao nosso trabalho. É o enriquecimento do próprio conhecimento. É certeza de que estamos no caminho certo”, destaca.
Leandro fica em Toledo até esta sexta, 11, e depois seguirá para Curitiba. Ele adianta que voltará a Toledo para conhecer ainda mais o projeto, trazer novidades e adquirir novas experiências.
Da Assessoria - Toledo
GERAL
Alunos do Circo da Alegria participam de oficina com artista de São Paulo
Os integrantes do Circo da Alegria, da escola municipal Anita Garibaldi, de Toledo, estão participando esta semana de uma oficina de trapézio, com o especialista Leandro Ferreira de Jesus, de São Paulo. Leandro é publicitário, pós-graduado em Comunicação e Marketing pelo Instituto Europeu di Design (IED), na Itália, e especialista em trapézio pelos principais companhias circenses italianas e inglesas, onde permaneceu estudando a arte durante cinco anos.
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