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ECONOMIA LOCAL

Cesta básica sobe pelo segundo mês consecutivo em Toledo

Toledo acompanha a tendência nacional de oscilação no preço dos alimentos e a renda mínima do trabalhador continua insuficiente para assegurar plenamente as despesas básicas de uma família

19/02/2026 - 19:10
Por Redação


O custo da cesta básica em Toledo voltou a subir em janeiro de 2026, mantendo a trajetória de alta iniciada no mês anterior. Segundo levantamento do Núcleo de Desenvolvimento Regional da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), a cesta individual passou de R$ 637,07 em dezembro para R$ 643,86 em janeiro, variação de 1,07% 

Apesar da alta mensal, o acumulado dos últimos 12 meses indica recuo de -2,07%, repetindo o comportamento volátil ao longo de 2025.

Entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, a cesta saiu de R$ 657,44 para R$ 643,86, refletindo queda acumulada no período.

Desde o início da pesquisa em abril de 2021, quando a cesta custava R$ 488,61, houve aumento acumulado de 31,78% até janeiro de 2026, ou seja, mesmo com a desaceleração recente, o patamar de preços permanece estruturalmente elevado.

Impacto no salário-mínimo

Com o reajuste do salário-mínimo nacional de R$ 1.518,00 para R$ 1.621,00 em 2026, o percentual do salário-mínimo líquido necessário para adquirir a cesta individual caiu de 45,37% para 42,94%.

Em termos de jornada, o trabalhador que recebe o piso passou a precisar de 87 horas e 22 minutos de trabalho para comprar a cesta, enquanto no mês anterior era necessário 92 horas e 20 minutos. 

A diferença é decorrente a correção do salário-mínimo e não por uma redução consistente dos preços dos alimentos. O custo da cesta familiar — calculada para três adultos equivalentes — atingiu R$ 1.931,58, valor 28,82% superior ao salário-mínimo líquido, tornando inviável sua aquisição integral por um único trabalhador remunerado pelo piso.

Salário-mínimo necessário

Segundo a metodologia do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o salário-mínimo necessário para cobrir alimentação, moradia, transporte, vestuário e demais despesas essenciais em Toledo, deveria ser de R$ 5.409,08 em janeiro de 2026.  O valor corresponde a 3,34 vezes o salário-mínimo oficial vigente (R$ 1.621,00).

Vilões e amortecedores

Dos 13 itens pesquisados, cinco registraram alta em janeiro. O tomate liderou com variação de 36,69%, sendo o principal responsável pela elevação da cesta no mês. Farinha de trigo, café, pão francês e margarina também subiram.

Por outro lado, oito produtos apresentaram queda, com destaque para óleo de soja (-6,13%), batata (-5,03%), leite (-4,99%), arroz (-4,91%) e feijão (-4,11%).

No acumulado de 12 meses, arroz (-35,45%), feijão (-29,44%) e leite (-22,79%) tiveram quedas expressivas. Essa redução nos itens básicos da alimentação atuou como fator de contenção inflacionária ao longo do ano.

Comparativos regionais e nacionais

Entre as cidades analisadas, Toledo apresentou custo inferior ao de Cascavel (R$ 670,14), Curitiba (R$ 748,05) e São Paulo (R$ 854,37), mas superior ao de Recife (R$ 600,09) e Francisco Beltrão (R$ 637,90) 

O IPCA de janeiro registrou alta de 0,33% e acumulou 4,44% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Índice de Preços Regional do Paraná (IPR), do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), apresentou leve queda de -0,07% 

 

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