"O grande problema que enfrentamos é o custo Brasil. Portanto, precisamos discutir com urgência uma ampla reforma. Queremos o envolvimento dos governos e da sociedade, mas não para medidas paliativas, e sim soluções definitivas. Hoje, a indústria que representava 27% do Produto Interno Bruto (PIB), está pouco acima de 15%. Dados recentes mostram que um a cada quatro produtos adquiridos no comércio é importado”, afirmou Campagnolo. A valorização do salário mínino, assim como a liberação de créditos e continuidade das políticas sociais, vai auxiliar no equilíbrio da economia e no incentivo ao consumo interno, como analisou o representante dos trabalhadores. “Nós queremos focar também a discussão neste problema da diminuição de empregos. É importante manter a política de valorização do salário mínimo, ampliar o crédito e manter programas sociais. O apelo que fazemos é que o governo olhe este tema com o intuito de resolver. Uma saída também é nacionalizar a indústria. Além do mais, a estrutura tributária no Brasil é deficiente”, disse Barbosa. Nesta terça-feira (3) representantes da CUT, da FIEP e de outras lideranças do segmento produtivo estarão em Brasília para debater a crise com o Governo Federal. Um requerimento aprovado no Plenário da Assembleia, na sessão desta segunda-feira, com assinatura das nove lideranças parlamentares da Casa, pede providências urgentes da presidente Dilma Rouseseff para solucionar os problemas provocados pela desindustrialização brasileira.
GERAL
Desindustrialização é debatida no Legislativo com lideranças do setor produtivo
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Edson Campagnolo, e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Roni Anderson Barbosa, participaram da sessão plenária da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (2) e apresentaram, durante o Grande Expediente, um resumo do momento vivido pelo setor produtivo, principalmente com a desaceleração da industrialização e a redução de postos de trabalho. Para as lideranças, a resolução da crise estaria, em síntese, na revisão das políticas fiscal, tributária, trabalhista e previdenciária.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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